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Como funciona o reajuste do plano de saúde: anual, por idade e o que fazer quando vem alto

Entenda o reajuste do plano de saúde: o índice da ANS no plano individual, o reajuste dos planos empresariais e por adesão, as faixas etárias e o que fazer se ficar caro.

Homem sentado à mesa de casa conferindo um boleto e o notebook com expressão tranquila

Todo ano chega aquele momento: o boleto do plano de saúde vem com um valor maior. O reajuste do plano de saúde é uma das maiores dúvidas de quem tem plano, e entender como ele funciona ajuda a evitar sustos e a tomar decisões melhores.

Neste guia você vai entender os dois tipos de reajuste, por que ele é diferente no plano individual e no plano empresarial, como funcionam as faixas de idade e o que fazer quando o aumento pesa no orçamento.

Os dois tipos de reajuste

O valor do plano pode mudar por dois motivos diferentes:

Tipo Quando acontece Por que acontece
Reajuste anual Uma vez por ano, no mês de aniversário do contrato Para acompanhar a alta dos custos médicos e do uso do plano
Reajuste por faixa etária Quando o beneficiário muda de faixa de idade Porque, em média, o uso do plano aumenta com a idade

Os dois podem acontecer no mesmo ano, se o aniversário do contrato e a mudança de faixa caírem perto um do outro.

Reajuste anual no plano individual ou familiar

Nos planos individuais e familiares (contratados no CPF), o reajuste anual tem um teto definido pela ANS. Todo ano, a agência divulga o percentual máximo que as operadoras podem aplicar, e ele vale para os contratos que fazem aniversário nos meses seguintes.

Na prática:

  • a operadora não pode aplicar um percentual maior que o autorizado pela ANS;
  • o reajuste só pode ser aplicado uma vez a cada 12 meses, no mês de aniversário do contrato;
  • o percentual e o mês de aplicação precisam aparecer de forma clara no boleto.

Essa previsibilidade é uma das vantagens do plano individual.

Reajuste anual nos planos empresariais e por adesão

Nos planos coletivos (empresariais, inclusive pelo MEI, e por adesão), o reajuste anual não tem um teto fixo da ANS. Ele é calculado pela operadora com base em fatores como:

  • a variação dos custos médicos e hospitalares;
  • o uso do plano pelo grupo, que o mercado chama de sinistralidade;
  • as condições previstas no contrato.

Para proteger as pequenas empresas, as regras da ANS determinam que os contratos com menos de 30 vidas sejam reunidos em um grupo único da operadora, que recebe o mesmo percentual de reajuste. Assim, uma empresa pequena não fica sujeita a um aumento muito alto só porque um funcionário usou muito o plano naquele ano.

A ANS acompanha esses reajustes, e a operadora precisa informar o percentual e explicar como chegou a ele.

Reajuste por faixa etária

Para os planos contratados a partir de 2004, a ANS definiu 10 faixas de idade:

Faixas etárias
0 a 18 anos
19 a 23 anos
24 a 28 anos
29 a 33 anos
34 a 38 anos
39 a 43 anos
44 a 48 anos
49 a 53 anos
54 a 58 anos
59 anos ou mais

Existem regras para evitar abusos:

  • o valor da última faixa (59 anos ou mais) não pode ser mais de seis vezes o valor da primeira faixa;
  • a variação entre a 7ª e a 10ª faixa não pode ser maior que a variação entre a 1ª e a 7ª;
  • depois dos 59 anos, não há novo reajuste por mudança de idade. Continua existindo apenas o reajuste anual.

Planos contratados antes de 1999 ou entre 1999 e 2003 podem ter regras diferentes, previstas no próprio contrato.

Como saber quanto vai ser o reajuste

  1. Confira o mês de aniversário do seu contrato: é ele que define quando o reajuste anual é aplicado.
  2. Veja a sua data de nascimento e a dos dependentes, para saber se alguém muda de faixa no próximo ano.
  3. Leia o boleto e os comunicados da operadora: o percentual aplicado precisa ser informado.
  4. Pergunte ao seu corretor, que pode explicar o cálculo e mostrar o histórico de reajustes do seu tipo de plano.

O reajuste veio alto. E agora?

Se o valor do plano ficou pesado, existem caminhos antes de pensar em cancelar:

  • Confira se o reajuste está correto: veja se o percentual aplicado bate com o informado e se a mudança de faixa etária foi aplicada na data certa.
  • Avalie outro plano: dá para mudar de produto ou de operadora. Se você cumprir os requisitos, a portabilidade de carências permite trocar sem recomeçar as carências.
  • Considere a coparticipação: planos com coparticipação têm mensalidade menor, o que pode compensar para quem usa pouco o plano.
  • Veja se você pode contratar pelo CNPJ: se você tem MEI ou empresa, o plano empresarial costuma ter mensalidade menor. Veja o guia de plano de saúde para MEI.
  • Não cancele por conta própria: cancelar antes de ter o novo plano ativo pode fazer você ficar sem cobertura e perder o direito à portabilidade.

Mais ideias para reduzir o valor estão no guia plano de saúde barato: como pagar menos sem ficar descoberto.

Perguntas frequentes

Quem define o reajuste do plano de saúde?

No plano individual ou familiar, a ANS define o teto do reajuste anual. Nos planos empresariais e por adesão, o reajuste é calculado pela operadora, seguindo as regras da ANS e do contrato.

O plano pode ter reajuste mais de uma vez por ano?

O reajuste anual só pode ser aplicado uma vez a cada 12 meses. Mas, no mesmo ano, também pode haver o reajuste por mudança de faixa etária.

Depois dos 60 anos o plano ainda aumenta?

Nos planos contratados a partir de 2004, a última faixa etária é a de 59 anos ou mais. Depois dela, não há novo aumento por idade, apenas o reajuste anual.

Por que o plano empresarial pode ter reajuste maior?

Porque ele não tem o teto fixo da ANS: o percentual depende dos custos e do uso do plano pelo grupo. Para empresas com menos de 30 vidas, o reajuste é calculado em um grupo único da operadora.

Onde vejo o percentual do meu reajuste?

No boleto e nos comunicados da operadora. Se tiver dúvida, peça ao seu corretor para explicar o cálculo.

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A Plataforma de Saúde trabalha com as melhores operadoras do mercado e ajuda você a entender o reajuste do seu plano e a encontrar uma opção que caiba no orçamento, sem custo de consultoria.

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